Páginas

Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Desconhecida

Eu a vi hoje, pela primeira vez.
Como se a tivesse reencontrando pela vigésima tarde,
Como naquelas em que eu a via em meus sonhos.
Deitada, esperando risonha que eu a afague.

Convido-te dama a qual mal conheço,
A dizer-me se estou certo que és a mulher que mereço,
A que dançava em meus sonhos,
Aquela que perdia em meus pesadelos.

Permita-me levar teus pés para caminhar,
E quem sabe coloca-los para deitar.
Deixá-los descalços e livres,
Para em minha pele esbarrar.

Em rimas pobres e vis me expresso,
pois aqui deste lado padeço,
de tanto lhe esperar.

Me ciclo

Apaixonado como sempre fui antes
Encantado, hipnotizado, amaldiçoado por teus belos lábios falantes
Acolhido e logo exonerado, 
como em todas as vezes que nos encontramos
Me sinto de novo como na primeira vez
E nessa décima vez me arrependerei de ter voltado
Mas ainda aqui estou, ansioso para ser tocado
Sedento para ser usado, e em breve, abandonado. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Falsas Curvas

Me desconcerta esse teu olhar
E esse teu jeito de falar, de me tocar
Faz-me te amar

Esse teu cheiro que me invade por dentro

E o teu jeito de se enrolar nos meus cabelos
E a vontade que eu tenho de te amar
Só me sufoca

Me aperta não poder gritar

Dizer que não consigo controlar
Não vou conseguir esconder

Essa vontade de querer

Essa vontade de ficar
E nunca mais pra lá voltar

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Panos molhados

Cai chuva toda noite,
bem aqui no meu quadrado.
Provocada por você,
que esquentou o quanto pôde.
E me deixou absorver.
Pinguei.

Continuei.
Você faz chuva aqui. 
Ela cai, no meu travesseiro,
e chove só de lembrar
que o sol que tu me trouxe foi passageiro.

Mas é para frente,
é pra lá que a gente vai.
Faça chuva, ou me faça sol,
Meu amor não se esvai.

domingo, 1 de novembro de 2015

Amo dias frios

Desconstrói,
me reduz.
Cadê a luz do sol ?
Adoro dias frios.

Combina com vazio,
combina com a tristeza,
combina com a gente.
Que nem gosta

mais de gente. 
Que tenta seguir 
Sem nada sentir.
Sinto muito.

Eu sinto amor
e muito.
Pena que não sentes.
Espero que sigas em frente,

consiga ser feliz.
Porque eu, ficarei aqui
Ainda sentindo muito,
por sentir mais que você,
os dias frios.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Vizinhas

Sabe a solidão
Aquela dos teus pesadelos
Ela mudou aqui pro prédio
E agora é vizinha do meu aconchego

Sabe a saudade
Tem vindo ver ela
Eu acho que compartilham lençóis, 
E café na primavera

Toda noite eu escuto o canto delas
Saudade canta alto e solidão faz backing pra ela.
Estou louco pra mudar de estação
E sair de férias.
Deixar aqui a solidão e a saudade na janela.

Não me beije, nunca mais

Não me beije.
Não me beije nunca mais
Se não for pra transar
Não me beije nunca mais
Se for dizer que me ama
Não me beije nunca mais
Se for me prometer algo
Não me beije nunca mais
Se quiser um futuro ao meu lado
Não me beije nunca mais
Até aceitar ser amado.

Porque o meu beijo
Te faz pensar isso
E eu não posso beijar-te pra sempre.
Uma hora paramos para respirar.
É nessa hora que a transa acaba
E saio do transe
O "eu te amo" acaba
A promessa acaba
O amor acaba.
E quando o amor acaba
Só sobra você, imperdoável
E eu, destruída.

Cortisol Alto

Indicaram a antemão
Era  pr'eu me afastar
Te largar de mão

E cada vez que te via
O cortisol explodia dentro de mim
E cada vez que eu te deixava
Serotonina me deixava também
E cada vez que eu voltava
Sobrava endorfina pra eu doar

Eles me diziam pra seguir em frente
Não lembrar e não pensar na gente
Mas fica dificil se toda vez que eu for, 
te ver por lá

E cada vez que te via
O cortisol explodia dentro de mim
E cada vez que eu te deixava
Serotonina me deixava também
E cada vez que eu voltava
Sobrava endorfina pra eu doar

Fomos estrelas de neutrons unidas no ar

Jamais

Jamais serás aquele amor
Que eu tanto quis
Que eu pedi
Que me levasse aos parques
Que me pagasse um café
Ao invés disso
Tu deitas-te com outra mulher

Jamais serás aquele homem
Que eu tanto esperei
Que eu pedi
Que me deitasse ao teu lado
Que me fizesse amor
Que dançasse comigo
E me deixasse na ponta do pé.

Eu vou, e vá.

Então vamos dividir espaços, 
criar novos laços 
e jogar pro futuro as preocupações. 
Porquê o agora não volta,
e o tempo não para pra gente viver mais. 

Siga sem mim que eu sigo sem ti. 
Façamos as malas, 
tranquemos as portas 
e cada um pro seu lado, 
levando consigo um pedaço de amor inacabado.

Não espere que eu volte, 
não espere que eu siga. 
Nada espere. 
Faça apenas o seu, 
sem se preocupar se estou bem. 
Se eu não estiver, tanto faz. 
Vou continuar meu caminho em busca de paz.
E vou, também vá. 
Não espero que volte, mas espero  que vá. 
Para caso você não retorne, 
eu não volte a me decepcionar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Futurei

Pensei que pudesse esquecer
Mas minha natureza egoísta
Não permite que eu siga em frente
Me impede de entender de gente
Não deixa eu te amar novamente

Com uma nova mente
Pra tentar consertar erros passados
Quem sabe fazer novas juras
E curar machucados

Para sempre
Quem sabe agora dê certo
Quem sabe um dia riremos
De quando não estivemos por perto.

Me liga amanhã

Se perguntarem se estou amando
Diga que é por conta própria
Se perguntarem por ande ando
Diga que por trás das portas
Mas se quiser mesmo saber
Procure aqui e ali
Pra eu te responder só com verdade
Pra quem sabe matar a saudade
E me afundar no teu querer
Porquê hoje eu sou do mundo
Não tenho porto seguro
Ou cama certa pra amanhecer.

Noema, te amo

Se eu tivesse de nomear meus poemas
Eles teriam teu nome
Se eu tivesse de nomear meus sorrisos
Se chamariam teus beijos
Se tivesse de nomear minha insônia
Ela seria teus olhos
Se tivesse de nomear minha saudade
Chamaria teu cheiro
Se eu tivesse de nomear você
Te chamaria de amor.

Só uma coisa

E se eu gostar
Da tua bermuda nesse estado?
Dela estirada desse lado
E se eu gostar
Da tua blusa assim, rasgada?
E se eu gostar
De como você fica
Quando está com raiva?

Se eu gostar
De te ter aqui por perto
Se eu gostar
De dizer que estou certo
Mesmo quando estou errado

E se eu gostar
Da tua presença todo dia
E se eu gostar da tua alegria
E se eu gostar do teu sabor ?

E, se eu quiser pra vida inteira
Me sentir dessa maneira ?
Se eu gostar da tua fala
E da forma que tu escuta ?

Diz que não vai levar muito tempo
Que essa fase é só um momento
Que em pouco, tu já chega

Eu sempre vou tentar seguir em frente 
Se não for mais entre a gente
Há de ser com outro alguém

Não quero destruir tua liberdade
Só quero andar pela cidade
Segurando tua mão

Se eu gostar de tudo isso e mais um pouco
Tu vem me chamar de louco
Já que a sina da minha vida é sofrer 
Mais que os outros.

Reencontro

Deixe-me encontrar de novo teus olhos
Deixe-me fixar meu corpo ao teu sorriso
Deixe-me mas fique e me faça de abrigo
Ri para mim
Vem para mim
Fica por aqui
Porquê a noite é longa
Mas não por muito tempo

Risqueiro

Avisa a ela amor
Que a dança dela não te cansa
Que o maço dela não tem chama

Então me chama, amor
Que eu te emprestro meu cinzeiro
Tu me empresta tua bituca
E eu te acendo a noite toda

Último Ato

Mudou as falas no último ato
Juntou coragem perante aos fatos
Enfrentou de uma vez
E foi em busca de novos retratos

O mundo girou
E ele girava no mundo
Ao som de acordes
Enquanto dançava e brincava com a sorte

A cena acabou
O diretor se foi
No fim do último ato
Ele descobriu, o  que era amor

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sabor

É amargo, arde e machuca.
O gosto de ter que esquecer algo que você realmente quer.
Como se seus planos e seus objetivos estivessem sido pisados.
Como se tudo que te disseram fosse mentira.
Como tivessem tirado o gosto da vida.

Errantes

Palavras que as pessoas dizem machucam, e é claro que você já ouviu sobre
isso, todo mundo já ouviu.

Eu estava aqui, pronta pra entregar tudo de mim
Tudo que eu pudesse mostrar seria mostrado
Tudo que você devesse ver seria visto
Esse foi o planejado
O planejado da minha mente com meu coração
 
Mas a falha não foi de nenhum dos dois
A falha foi sua
Eu mostrei, você não viu
Ouviu mas não escutou

Você sempre foi aquele que fica
Mas não está
Agora é só uma memória 
Que eu não gostaria de lembrar

Marcante

As fotos que tiramos
Mostram uma fantasia 
Algo que era real pra todos
Mas nós sabíamos que não era
Nós sabíamos que não duraria

Era totalmente aceitável
Uma divisão justa
Deixou de ser
Por que me importei ?
Um pequeno erro
Estragou todos os pontos
Como uma mancha num tecido novo

Sem volta, sem perdão
Sem lavagem ou conserto
Era uma tela de nós dois
Que cobria o verdadeiro 
Ser que não era o
Parecer que se foi
 renata massa